sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Precisamos falar sobre o assédio que mulheres ciclistas sofrem durante pedaladas em Parnaíba

 

"Evito andar de bicicleta a noite, e durante o dia só vou se estiver acompanhada de alguma amiga"

Nos conta Joana Damasceno, ela tem 28 anos e pratica ciclismo há 1 ano. Joana é uma das muitas mulheres parnaibanas que, além de se preocupar com o trânsito, também ficam atenta a qualquer ameaça contra seu corpo e dignidade. Em Parnaíba o assédio não se restringe apenas às ciclistas, todas as mulheres se sentem em perigo quando estão na rua.

"O pior é quando esse assédio vem de alguém que você conhece. Isso já aconteceu comigo, e a amizade foi desfeita. A gente acaba de algum modo se sentindo culpada"
Completa Joana. Ela falou com a gente na praça do Amor, local onde há o maior número de praticantes de atividades físicas, entre esses praticantes, muitas ciclistas, a maioria acompanhada de amigos, temendo uma agressão verbal, a mais comum. 

 

Qual o papel do homem diante dessa violência contra o ser feminino? A conscientização dessa realidade é fundamental, estabelecer diálogos, os homens precisam falar disso entre eles urgentemente, precisam discutir a masculinidade, discutir por que eles assediam, por que se sentem na obrigação de assediar, por que isso vem sendo sendo normalizado e precisam ensinar uns aos outros. Precisam também ouvir as mulheres, porque são elas as sobreviventes da violência sexual, assédios, constrangimentos em geral e as vítimas. Infelizmente, nenhum homem vai entender perfeitamente o que uma mulher passa, mas podem escutar de coração e ouvidos abertos as experiências de suas irmãs, mães e tinhas, e criar entre eles uma forma de melhorar.

Esperamos por dias melhores e, nós homens, mais humanos e reflexíveis.

 

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