segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Bolsocaro: Parnaíba com população endividada e sem dinheiro para compras básicas


 Com o menor poder de compra em 20 anos, o parnaibano amarga dias difíceis. Mesmo com um auxílio - pífio e humilhante - a cesta básica não fecha.

Apesar de o preço em si ser igual para todo mundo, o tamanho do impacto dos aumentos varia para cada família, de acordo com a chamada cesta de consumo — ou seja, depende dos grupos de produtos que elas costumam consumir e quanto do orçamento delas esses itens representam.

Em um ano de pandemia (março de 2020 a fevereiro de 2021), a inflação sentida pelas famílias brasileiras mais pobres foi de 6,75%

imagem: F5 Piauí
Endividados e sem renda.

O dia de amanhã nunca foi tão incerto e até doloroso para a grande maioria. A economista Maria Andreia Lameiras, pesquisadora responsável pelo Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, explica que, antes da pandemia, o nível de inflação era mais parecido entre as diferentes faixas de renda, com variações mensais mais distribuídas em diferentes itens, em vez de uma pressão concentrada em um grupo de consumo específico.

"Antes, as coisas iam se contrabalanceando, era mais parecido. A pandemia explode alta de preço de alimentos e joga para baixo o preço de serviços."

E por que a alta em alimentos impacta mais os mais pobres? Porque essas famílias gastam cerca de 25% de seu orçamento com alimentos em domicílio, enquanto os mais ricos gastam menos de 10% nessa categoria, segundo Lameiras.

Outro fator que explica essa disparidade, segundo a pesquisadora, é que houve uma redução em parte dos serviços consumidos pelas famílias mais ricas.

 

Enquanto isso, a população parnaibana segue pagando uma gasolina que caminha para os R$ 8 reais litro, R$ 60 reais o KG da carne e quase R$ 30 no pacote de arroz (5kg).

 

 

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